quinta-feira, 29 de março de 2007

Tema Jovem: Mercado de trabalho para os jovens

A falta de empregos é vista como um grave problema social. Ele representa a incapacidade de um país conseguir prover ocupação produtiva para todos que estejam interessados em entrar no mercado de trabalho.

No acumulado das duas últimas décadas houve uma deterioração tão grande do trabalho formal, que a “carteira assinada” já é considerada por alguns especialistas como um objeto em extinção.

A parcela da população que mais sofre com esta situação está entre 16 e 24 anos. Já virou uma espécie de tradição a dificuldade que os jovens possuem de encontrar o primeiro emprego. Os economistas especializados no setor chegaram a acreditar que, com a estabilidade da inflação alcançada em 1994, a realidade pudesse se tornar mais favorável. Não é o constatado 13 anos depois.

Um problema sempre atual
De acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto Polis, em 2006, a conjuntura atual é preocupante. Isso porque cerca de 27% dos jovens residentes nas regiões metropolitanas do país estão desempregados e, ao mesmo tempo, não estão se profissionalizando em nenhuma atividade. O resultado é fruto de entrevistas com 8 mil participantes.

O resultado acima ficou próximo do obtido pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em seis regiões metropolitanas do país no final de 2005. O IBGE apurou que 23% dos jovens entre 16 e 24 anos não estudam nem trabalham. Dos que conseguem entrar no mercado de trabalho, 34% batalharam por uma vaga por até seis meses; 25% de seis meses a 1 ano; 22% mais de 2 anos; 14% de 1 ano até 2 anos; e 6% não souberam responder.

O problema permanece sempre atual no cotidiano brasileiro. Desde os anos 1980 que os dados permanecem praticamente estáveis. Em 1989, havia 16,9 milhões de jovens empregados; em 1998, havia 16,1 milhões; ao mesmo tempo em que 2,3 milhões, entre 16 e 24 anos, engrossaram a fila por um emprego. Estatisticamente é como se todos os jovens que terminaram o ensino médio no período se transformassem em desempregados automaticamente.

Saídas possíveis
A realidade está um pouco mais amena para os jovens que possuem alguma especialização ou profissão. A estimativa é a de que 82% dos que se especializaram estão trabalhando e conseguindo remuneração com renda variável ou fixa. Desse universo, 37% não têm carteira assinada; 15% estão no mercado formal e com carteira; 15% trabalham por conta própria ou em ocupação temporária; 3% trabalham por conta própria em ocupação regular; 2% são universitários e trabalham como autônomos; 2% são funcionários públicos; 2% trabalham para a própria família, sem remuneração fixa; e 1% é de estagiários.

Além da especialização, um nicho que se encontra em franca expansão é o de Call Center. Um dos pontos positivos do setor é o fato dele contratar jovens sem qualquer experiência. Além disso, a área tem sido um refúgio para jovens que foram demitidos e querem retornar ao mercado de trabalho. É o que aponta o estudo da Global Call Center Industry Project , conduzido pelo programa de Pós-Graduação da PUC/SP e pela Associação Brasileira de Telesserviços (ABT).

De acordo com a pesquisa, 69% das empresas brasileiras de Call Center contrataram mais empregados em 2006. Em 2005, por exemplo, 615 mil brasileiros estavam trabalhando em operações de Call Center, sendo que 45% dessas vagas foram ocupadas por jovens entre 18 a 25 anos, que nunca trabalharam. Quem estiver interessado neste setor pode acessar o site
www.abt.org.br Outra saída é a carreira militar, tanto no alistamento comum, como nas oportunidades que surgem via concurso público.

A primeira dica fundamental para encontrar o primeiro emprego é não desistir, principalmente quando o jovem é cristão e sabe que Deus é o dono de todas as coisas. Afinal, assim diz o SenhorNão temas, porque eu sou contigo, não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça”, Isaías 41:10.

2 comentários:

Nós disse...

A capacitação é a melhor saída para este quadro.

Renato Barros disse...

Em primeiro vem a oportunidade para capacitação. Pois a capacitação é apenas um dos ingredientes para reversão desse quadro.